Glossário Teosófico
Apântaratamas
Richi védico, que, segundo Shankara (em seu Comentário do Brahmasútra), encarnou-se com o nome de Krishna Dwaipâyana, ou Vyâsa, autor ou compilador do Mahâbhârata e outras obras importantes, na época da passagem do Kali- yuga ao Dvápara-yuga. (Weber, Indische Literaturgeschichte) Apap (Eg.) — Em grego, Apophis, À serpente simbólica do mal, O barco e o Sol são os grandes matadores de Apap, no Livro dos Mortos. É Typhon, que, após matar Osfris, encarna-se em Apap, com a intenção de matar Hórus, Como Tacêr (ou Ta-ap-oer), as- pecto feminino de Typhon, Apap chama-se “devorador de almas” e com razão, pois Apap simboliza o corpo animal, matéria sem alma e abandonada. Sendo Osíris, como os demais deuses solares, um símbolo do Ego superior (Christos), Hórus (seu filho) é o Ma- nas inferior ou Ego pessoal, Em vários monumentos pode-se ver Hórus, auxiliado por uma multidão de deuses com cabeças de cão, armados com cruzes e lanças, matando Apap. Como diz um orientalista: “O deus Hórus, em pé, como vencedor, sobre a Ser- pente do Mal, é uma imagem que pode ser considerada como a forma primitiva de nosso conhecido São Jorge (Miguel) e o Dragão, ou seja, a santidade abatendo o pecado”, O Draconismo não morreu com as religiões antigas, mas converteu-se corporalmente na última forma cristã de culto. Apara (Sânsc.) — Inferior. O oposto de Para. Apara-prakriti (Sânsc.) — À natureza inferior, “Terra, água, fogo, ar, éter, manas, buddhi e ahankâára: eis aqui os oito componentes que integram minha natureza material. Esta é minha natureza inferior” (Bhagavad-Gitá, VII, 4-5). Apara-vidyi (Sânsc.) — Conhecimento inferior, conhecimento dos fenômenos, a ciência que se ocupaapenas dos efeitos exteriores, das ilusões do mundo fenomenal, (À. Besant)