Glossário Teosófico
Agneyastra
Ver Agnyastra. Agni (Sânsc.) — Fogo e também o Deus do Fogo no Veda; o mais antigo e venerado dos Deuses na Índia. É uma das três grandes divindades: A gni, Vâyu e Sôrya, e também as três juntas, pois constitui o aspecto triplo do fogo: no céu, como Sol (Síirya); na at- mosfera, o ar (Vâyu), como Raio; na Terra, como fogo comum (Agni), Agni fazia parte da primitiva Trimárti (trindade) védica antes que fosse concedido a Vishnu um lugar de honra e antes que fossem inventados Brahmã e Siva. [Agni, fogo. Nome do éter luminífero, também chamado de Tejas Tatrtva, o elemento radical da Natureza, correspondente ao órgão da visão. Sua cor é o vermelho. De sua combinação com outros 7Tattvas resultam as outras cores. (Râma Prasâd.)) Agni Báhu (Sânsc.) — Um filho místico de Manu Swáiyambhuva, “o Nascido por Si Mesmo”, Agni Bhá (Agni Bhuval) (Sânsc.) — Literalmente: “Nascido do Fogo". Este termo aplica-se às quatro raças de Kchatrívas (segunda casta ou guerreira), cujos antecessores, dizia-se, teriam surgido do fogo. Agni-bhá é o filho de Agni, Deus do Fogo, e equivale a Kârti-Keya, Deus da Guerra. (Ver Doutrina Secreta, II, p. 580, ed. inglesa, ou então 507-8 da ed. espanhola.) Agni-dhâtu Samádhi (Sânsc.) — Um tipo de contemplação, na prática Yoga, no qual a Kundalini (ver) é exaltada ao extremo e o infinito surge como um mar de fogo, Urnacondição extática. Agni-Hotri (Sâánsc.) — Sacerdotes do Deus do Fogo na antiguidade ariana, O termo Agni-hotra significa sacrifício em honra de Agni, Agni-loka (Sânsc.) — À região de Agni. “À brilhante esfera luminosa, que há nos olhos, é conhecida pelo nome de Agni-loka.* (Uttara Grá, UI, 20.) Agni-ratha (Sáânsc.) — Literalmente, “veículo ou carro de fogo”, Uma espécie de máquina voadora. Fala-se dela nas antigas obras de magia da Índia e nos poemas épicos. Agnishwâttas (Sânsc.) — Um tipo de Pitris, os criadores da primeira raça etérea de homens. Nossos antecessores solares, em contraposição aos Barhichads, Pitris ou ante- cessores lunares, por mais que seja explicado de maneira diferente nos Purânas. [Os Ag- nishwâttas são os Kumâáras, conhecidos igualmente pelo nome de “Senhores da Chama”, “Filhos do Fogo", “Dhyânis do Fogo", “Pitris dos Devas”, “Triângulos”, “Coração do Corpo”, A, Besant inclui os Agnishwáâttas entre a sexta das grandes Hierarquias de Seres Espirituais, que regem o sistema solar, (Ver Genealogia do Homem, pp. 13-14.) São os que figuravam na cabeça da evolução da segunda Cadeia Planetária (“Corpo de Luz” de Brahmã) e, na atualidade, como igualmente fazem as outras “Hierarquias Criadoras”, contribuem para a evolução das raças humanas, dando-lhes os “princípios intermediá- rios", ou seja, os princípios mentais através dos quais o físico se põe em contato com o espiritual, Os Agnishwãâttas, portanto, pertencem à grande classe dos Seres Celestiais de- signados pelo nome de Mânasa-putras ou Filhos da Mente. (P. Hoult)), Segundo 5, Dowson (Classical Dictionary), constituem uma ordem de deuses funerários, filhos de Marichi, que, quando viviam na Terra, não conservavam seus fogos domésticos ou de sa- crifício. Tais seres são identificados com as estações do ano. Agnoia (Gr.) — Literalmente, “privado ou despossuído de razão”; “irracionalidade”, quando se fala da Alma Universal. Segundo Plutarco, Pitágoras c Platão dividiam a alma humana em duas partes (o manas superior einferior): a racional ou nogtica e à irracional ou agnoia. Algumas vezes escrita como annoia. 22