Glossário Teosófico
ÁAstrum
Este termo é empregado freqiientemente por Paracelso e tem o mesmo sentido de Luz astral ou a esfera particular da mente, que pertence a cada indivíduo e dá a cada coisa suas qualidades especiais, constituindo, por assim dizer, seu mundo. Asu (Sánsc.) — Alento, espírito vital, vida, O alento de Brahmã, Átman. Asu (neutro) significa o coração como local das afeições, pensamento, reflexão, meditação etc, Asub (Alg.) — Expressão equivalente a Alumen, Asudhârana (Sânsc.) — Vida, existência, Asukha (Sânsc.) — Desagradável, penoso, desgraçado, infeliz. Asura (Sânsc.) — Exotericamente, os asuras são elementais e deuses maus — consi- derados maléficos; gênios, espíritos malignos, demônios e “*não-deuses” (a-suras), inimi- gos dos deuses (suras), com os quais estavam em perpétua guerra, Porém, esoterica- mente, é o contrário. Visto que, nas partes mais antigas do Rig- Veda, tal termo aplica-se ao Espírito Supremo, os Asuras são, portanto, espirituais e divinos. À penas no último li- vro do Rig- Veda, em sua última parte, e no Atharva-Veda e nos Brâhmanas, tal epíteto, que havia sido aplicado a Agni, a grande divindade védica, a Indra e a Varuna, passa a ter um significado contrário ao de deuses, Asu significa alento e é com este alento que Prajâpati (BrahmÃã) cria os Asuras. Quando o ritualismo e o dogma levavam vantagem sobre a religião da Sabedoria, a letra inicial a era adotada como prefixo negativo e a pa- lavra em questão passou a significar “não um deus”, e sura apenas uma divindade. Po- rém, nos Vedas, os suras estão sempre relacionados com Surya, o Sol, e considerados como divindades (devas) inferiores. Em sua acepção primitiva e esotérica, baseando-se em outra etimologia, aswra (de asu, vida, espírito vital ou alento — de Deus — e ra, que tem ou possui) significa um ser espiritual ou divino, o Espírito Supremo, equivalente ao grau Áfura dos zoroastrianos. Ásura (Sânsc.) — Demonfaco. Asuramaya (Sáânsc.) — Conhecido também pelo nome de Mavyâsura, Astrônomo atlante considerado um grande mago e feiticeiro e que aparece muito nas obras sânscri- tas. Asura-mâyà (Sânsc.) — Magia ou prestígio demoníaco; magia negra. Asura-Mazda (Sânsc.) — Em zendês, Ahura Mazda, O mesmo que Ormuzd ou Mazdeô; o deus de Zoroastro e dos parsis. Asurya (Sânsc.) — 1º) Espiritual, divino; 2º) demoníaco, Divindade, Asvamedha (Aswamedha ou Azvamedha) (Sânsc.) — O sacrifício do cavalo; anti- ga cerimônia brahmânica. [O maior, mais solene e custoso dos sacrifícios, também cha- mado “sacrifício do cavalo”, por ser um desses animais imolado durante o mesmo, Era um sacrifício que apenas os reis podiam oferecer. Os benefícios que trazia eram consi- derados extraordinários (sem dúvida em relação ao que custavam). Cem destes sacrifí- 60