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A CRUCIFICAÇÃO DO HOMEM - HELENA PETROVNA BLAVATSKY - comentário
O texto "A Crucificação do Homem", publicado na revista Lucifer em maio de 1888, explora simbolicamente a crucificação de figuras mitológicas e religiosas como Prometeu, Odin e


- Simbolismo da Crucificação:
- Blavatsky compara a crucificação de Jesus no Calvário com as histórias de Prometeu acorrentado e Odin pendurado na árvore. Essas narrativas simbolizam a luta e o sofrimento do homem em sua jornada espiritual, buscando a iluminação e a libertação.
- Prometeu representa a alma iluminada, que desafia a ordem estabelecida e sofre por isso, mas eventualmente transcende suas limitações. Ele simboliza a busca pela liberdade e conhecimento superior.
- Odin se sacrifica a si mesmo para obter sabedoria, representando a ideia de que o verdadeiro conhecimento e crescimento espiritual vêm através do sofrimento e do sacrifício pessoal.
- Relação com a Humanidade:
- Blavatsky sugere que todos esses mitos representam a experiência universal da humanidade. Cada indivíduo deve passar por uma espécie de crucificação – um processo de sofrimento e renúncia – para alcançar um estado mais elevado de consciência e ser.
- A cruz, como símbolo fálico, representa os desejos terrenos e a necessidade de transcender esses impulsos para alcançar a pureza espiritual.
- Significado Esotérico dos Ferimentos:
- Os cinco ferimentos de Jesus na cruz simbolizam os cinco sentidos do homem, pelos quais ele percebe o mundo material. A crucificação é vista como a morte desses desejos terrenos, permitindo que o homem renasça em um estado espiritual superior.
- Blavatsky interpreta os ferimentos nas mãos, pés e lado como representações da renúncia às ações mundanas, aos desejos terrenos e à transformação do coração.
- Integração de Mitos e Filosofias:
- O texto integra diferentes tradições mitológicas e filosóficas, mostrando a unidade subjacente entre os mitos de Prometeu, Odin e Jesus. Todos representam o sacrifício necessário para a iluminação e a transformação espiritual.
- Blavatsky discute como essas ideias se refletem nas tradições esotéricas e nos mistérios antigos, sugerindo que a crucificação é um símbolo universal presente em várias culturas e épocas.