Helena Blavatsky

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Ocultismo prático

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Ocultismo prático
Obras Completas de H.P. Blavatsky, Volume 9 Pag 156
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Obras Completas de H.P. Blavatsky, Volume 9 Pag 155

Importante para estudantes

[Lúcifer, Vol. II, no 8, abril de 1888, pp. 150-154]

Como mostram algumas cartas da CORRESPONDÊNCIA deste mês, muitos estão buscando instrução prática em ocultismo. Torna-se necessário, portanto, esclarecer de uma vez por todas:

(a) A diferença essencial entre Ocultismo teórico e prático; ou o que é em geral conhecido como Teosofia por um lado, e ciência Oculta por outro, e:

(b) A natureza das dificuldades envolvidas no estudo desta.

É fácil tornar-se um Teosofista. Qualquer pessoa com capacidades intelectuais medianas e inclinação para a metafísica; de vida pura, altruísta, que sente mais alegria em ajudar seu semelhante do que em receber ajuda dele; alguém que está sempre pronto a sacrificar seus prazeres pelo bem de outras pessoas; e que ama a Verdade, a Bondade e a Sabedoria por elas próprias e não para o benefício que possam conferir, é um Teosofista.

Mas é completamente outro assunto colocar-se no caminho que leva ao conhecimento do que é bom fazer, quanto ao correto discernimento do bem e do mal; um caminho que também leva um homem àquele poder mediante o qual ele pode fazer o bem que deseja, muitas vezes aparentemente sem nem mesmo levantar um dedo.

Além disso, há um fato importante com o qual o estudante deve estar familiarizado, qual seja, a enorme, quase ilimitada, responsabilidade assumida pelo instrutor pelo bem do aluno. Dos Gurus do Oriente que ensinam aberta ou secretamente, até alguns poucos cabalistas em terras ocidentais que comprometeram-se a ensinar os rudimentos da Ciência Sagrada até seus discípulos — estes hierofantes ocidentais que muitas vezes ignoram eles próprios o perigo em que incorrem — um e todos estes "Instrutores"